A discussão entorno do tema Saúde Ocupacional, vem ganhando notoriedade nas organizações. A abordagem dessa temática, envolve um conjunto de atividades prezando pela saúde e bem-estar das pessoas no ambiente de trabalho, e esclarecendo a necessidade de implementação de diversas ações de vigilância epidemiológica e sanitária, promoção ao ensino em saúde e a segurança de todos os trabalhadores por meio de ações efetivas promovidas pelas organizações.

O objetivo da abordagem da saúde ocupacional é a plena prevenção física e emocional e, se for o caso, auxiliar na recuperação e reabilitação da saúde dos profissionais, que atuam com atividades profissionais que geram exposição a riscos e agravos pela natureza da própria função e, em certos casos, em decorrência de inadequadas condições de trabalho.

A Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST) foi criada em 2002, por meio da Portaria no 1.679/GM, com objetivo de disseminar ações de saúde do trabalhador, articuladas às demais redes do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo do Programa Saúde do Trabalhador é prevenir e diminuir riscos e doenças relacionadas ao ambiente de trabalho, através de medidas como fiscalização e promoção de eventos técnicos.

Tanto a ciência e como a prática da saúde ocupacional envolvem diversas disciplinas, como medicina do trabalho, enfermagem, ergonomia, psicologia, higiene, segurança e outras medidas que prezam pela saúde de todos os trabalhadores. Dessa forma, a Organização Mundial de Saúde (OMS) enfatiza mundialmente que todos os governos, por meio dos seus Ministérios da Saúde (MS) e demais órgãos e eles submetidos como Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, devem desenvolver políticas nacionais e planos de ação institucionais em saúde ocupacional, ampliando a cobertura com intervenções essenciais para a prevenção e controle de doenças e lesões relacionadas as atividades profissionais e serviços de saúde ocupacional. Essa iniciativa deve-se somar a outros programas, como: lidar com doenças transmissíveis (ou não), prevenção de lesões, promoção da saúde alimentar, ter uma alimentação saudável, com a combinação de variedades de nutrientes essenciais para organismo, saúde mental e bem-estar social, dentre outros.

Diante de acontecimentos que levam aos níveis mais altos de afastamentos dos postos de trabalho, por alguma comorbidade, patologia ou disfunção osteomuscular, provocados pela atividade profissional, comprometendo a saúde do trabalhador e os resultados organizacionais, as empresas passaram a utilizar de abordagem estratégica de gestão de pessoas, a fim de minimizar a ocorrência de situações que levam aos afastamentos. Desse modo, tais empresas passaram a investir em programas de treinamentos que envolvem: reeducação postural, ginástica laboral, informações e orientações que enfatizam a importância da saúde física e metal, atendimento psicoemocional dentre outros.

Desta forma, a organização ganha por manter seu capital humano mais saudável e apto para o desenvolvimento das atividades e os mesmos mais felizes pelas condições de trabalho adequadas e a assistência a eles oferecida pela organização, funcionando como uma via de mão dupla, na promoção da saúde ocupacional tendo como o objetivo a saúde e bem-estar de todos os envolvidos e a manutenção, e até incremento, da rentabilidade do negócio.

Referências

FIOCRUZ. Saúde do Trabalhador (2020). disponível em: < https://portal.fiocruz.br/saude-do-trabalhador >. Acessado em 7 de setembro de 2021.

World Health Organization. Occupational Health, disponível em: < https://www.who.int/health-topics/occupational-health >. Acessado em 06 de setembro de 2021.

Centers for Disease Control and Prevention. The National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH) (2020), disponível em: <  https://www.cdc.gov/niosh/twh/default.html >. Acessado em 7 de setembro de 2021.

Prof. Me. Eder Freitas

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